quinta-feira, 4 de setembro de 2008

As chuvas Ácidas

É importante ressaltar que as chuvas, mesmo em ambiente não poluído, são sempre ácidas. A combinação de gás carbônica presente na atmosfera produz ácida carbônica que embora fraco, já torna as chuvas normalmente ácidas. Assim, as chuvas ácidas que causam graves problemas, são resultantes da elevação exagerada dos níveis de acidez da atmosfera, em conseqüência do lançamento de poluentes produzidos pelas atividades humanas.
Os principais responsáveis por esse fenômeno são os trióxidos de enxofre que é a combinação do dióxido de enxofre emitido a partir da queima de combustíveis fósseis, e do oxigênio, já presente na atmosfera e o dióxido de nitrogênio.
A concentração de trióxidos de enxofre aumentou na atmosfera como resultado da ampliação do uso de combustíveis fósseis nos transportes, nas termelétricas e nas indústrias. Cerca de 90% desse gás é eliminado pela queima do carvão e do petróleo. Já pelo menos 70%, aproximadamente, do dióxido de nitrogênio é emitido pelos veículos automotores.
Os países que mais colaboram para a emissão desses gases são os industrializados do hemisfério norte. Por isso, as chuvas ácidas ocorrem com mais intensidade nesses países.
O trióxidos de enxofre e o dióxido de nitrogênio lançado na atmosfera, ao se combinarem com água em suspensão, transformam-se em ácidos sulfúricos, ácidos nítrico e nitrosos. São muitos mais fortes do que o ácido carbônico, presente nas chuvas normais, e resultam da emissão de poluentes, sendo, portanto, anormais na atmosfera. Assim, em ambiente poluído, a acidez é agravada pela presença do trióxidos de enxofre e do dióxido de nitrogênio.
Alem de causar corrosão de metais, de pinturas e de monumentos históricos, as chuvas ácidas provocam impactos, muitas vezes, a centenas de quilômetros das fontes poluidoras.
Outro impacto causado pelas chuvas ácidas, que é tanto mais grave quanto mais próxima das fontes poluidoras, é a destruição da cobertura vegetal.
No Brasil, esse fenômeno ocorre de forma significativa na região metropolitana da São Paulo e no Rio Grande so Sul. O caso mais grave, porém, ocorre em Cubatão, município litorâneo do estado de São Paulo. Em alguns pontos da encosta da serra do mar, nas proximidades das principais fontes poluidoras, os substratos da floresta, a vegetação de pequeno porte, simplesmente desaparecem.
Nos últimos anos, a gradativa diminuição da emissão de poluentes pelas industrias de Cubatão está permitindo a lenta reconstituição da Mata Atlântica nas encostas da serra do Mar, nas proximidades do Pólo petroquímico e siderúrgico.

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